Cabula é um Bairro de Salvador, provavelmente uma citação honrosa ao ritual Cabula.
Segundo estudiosos, Cabula foi o responsável pelo surgimento da Umbanda no Brasil.
Predominante em 3 estados brasileiros: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Trazido a capital Catarinense pelo Babalorixá Pedro Paulo Silva (Tamanacá) em 1975.
Conta-se que no início do século XVII, navios negreiros desembarcavam nos portos brasileiros, trazendo mão de obra escrava direto da África e com eles, uma menina de uns 7 anos de idade, chamada Afo-tum, que perdera seus pais na viagem, vítima dos maus tratos a bordo.
Assim que chegou em solo brasileiro, foi comprada por um mercador de escravos, mas devido a pouca idade e fragilidade, foi dada de presente à filha do tal mercador, como um bichinho de estimação. Afo-tum crescia e demonstrava grande inteligência e domínio dos idiomas. Aprendeu a falar Português, mas sem esquecer os dialetos locais africanos. Os cultos de Nação, vindos com os negros africanos eram praticados nas senzalas e os senhores escravagistas não viam com bons olhos. Julgavam prática pagã e temiam por feitiços e outras coisas que poderiam agredir suas integridades.
Afo-tum, que conhecia a essência dos cultos africanos, se tornara uma espécie de líder entre os negros, uma espécie de porta voz entre negros e brancos e lutava em prol da paz entre os povos.
Padres jesuítas iniciavam o processo de batizado dos negros, pois os mesmos eram proibidos de entrar em igrejas, sob o perjúrio de serem feiticeiros e agirem contra as leis da Igreja Católica.
Afo-tum, reuniu os líderes dos Quilombos e líderes das senzalas, Babalorixás e Babalaôs em prol de unificar uma linguagem em prol da perpetuação das tradições afro. Nasceu assim o sincretismo religioso entre os cultos de nação e os Santos da Igreja católica. Apaziguando a ira dos perseguidores jesuítas e mantendo vivas as tradições dos escravos e sua religiosidade de origem.
O Cabula foi a primeira manifestação religiosa depois do sincretismo e deu origem aos demais cultos, inclusive o movimento umbandista.
O Cabula conhece a essência de todos os cultos de Nação: Angola, Nagô, Omolocô, Jêje, Angolão e outros. Cabula é a união das raças em um só ritual. Possui uma hierarquia diferenciada dos Orixás cultuados e não divulga seus ensinamentos através de livros. Somente de pai para filho, através da folha do santo. Após a libertação dos escravos, todos retornaram então às suas origens e o Neto de Afo-tum, Jaime Cafuzo, se dedicou incansavelmente ao culto Cabula, em Salvador. Não tendo filhos, criou uma negra chamada Alzira Fernandes Nunes, que mais tarde traria o Culto Cabula ao Rio de Janeiro, criando a primeira roça de Cabula do R.J.
Essa é uma das histórias sobre a Origem do Culto Cabula no Brasil.
Segue abaixo, uma entrevista com o Babalorixá Pedro Paulo Silva, pioneiro do culto ao Cabula em Florianópolis SC.
Isso que você está falando não tem fundamento, não tem em Salvador qualquer registro do Sr. Jaime Cafuzo e muito menos do Ritual Cabula no Rio de Janeiro. Sugiro que você pesquise mais a fundo.
ResponderExcluirSou dirigente de uma família religiosa praticante da Cabula, comprometida em preservar a tradição originária do Espírito Santo e nada do que foi falado possui respaldo histórico e fundamento litúrgico. Cadê os Mahamba, os Bakuros, os Kialas, as Mesas? Me perdoe, mas isso não é Cabula. Isso é qualquer coisa, menos Cabula.
ResponderExcluirSou dirigente de uma família religiosa praticante da Cabula, comprometida em preservar a tradição originária do Espírito Santo e nada do que foi falado possui respaldo histórico e fundamento litúrgico. Cadê os Mahamba, os Bakuros, os Kialas, as Mesas? Me perdoe, mas isso não é Cabula. Isso é qualquer coisa, menos Cabula.
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