terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nação Cabula (Bantú) Surgimento.

Existem algumas citações a respeito do surgimento do Cabula no Brasil.  Segundo um estudioso teólogo, existia no Rio de Janeiro, final do século XVIII, duas Nações afro-descendentes:  Nação Yorubá e Nação Bantú, mais tarde seria conhecida pelo nome de Cabula.
Cabula é um Bairro de Salvador, provavelmente uma citação honrosa ao ritual Cabula.
Segundo estudiosos, Cabula foi o responsável pelo surgimento da Umbanda no Brasil.
Predominante em 3 estados brasileiros:  Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Trazido a capital Catarinense pelo Babalorixá Pedro Paulo Silva (Tamanacá) em 1975.

Conta-se que no início do século XVII, navios negreiros desembarcavam nos portos brasileiros, trazendo mão de obra escrava direto da África e com eles, uma menina de uns 7 anos de idade, chamada Afo-tum, que perdera seus pais na viagem, vítima dos maus tratos a bordo.
Assim que chegou em solo brasileiro, foi comprada por um mercador de escravos, mas devido a pouca idade e fragilidade, foi dada de presente à filha do tal mercador, como um bichinho de estimação.  Afo-tum crescia e demonstrava grande inteligência e domínio dos idiomas.  Aprendeu a falar Português, mas sem esquecer os dialetos locais africanos.  Os cultos de Nação, vindos com os negros africanos eram praticados nas senzalas e os senhores escravagistas não viam com bons olhos.  Julgavam prática pagã e temiam por feitiços e outras coisas que poderiam agredir suas integridades.
Afo-tum, que conhecia a essência dos cultos africanos, se tornara uma espécie de líder entre os negros, uma espécie de porta voz entre negros e brancos e lutava em prol da paz entre os povos.
Padres jesuítas iniciavam o processo de batizado dos negros, pois os mesmos eram proibidos de entrar em igrejas, sob o perjúrio de serem feiticeiros e agirem contra as leis da Igreja Católica.
Afo-tum, reuniu os líderes dos Quilombos e líderes das senzalas, Babalorixás e Babalaôs em prol de unificar uma linguagem em prol da perpetuação das tradições afro.  Nasceu assim o sincretismo religioso entre os cultos de nação e os Santos da Igreja católica.  Apaziguando a ira dos perseguidores jesuítas e mantendo vivas as tradições dos escravos e sua religiosidade de origem.
O Cabula foi a primeira manifestação religiosa depois do sincretismo e deu origem aos demais cultos, inclusive o movimento umbandista.
O Cabula conhece a essência de todos os cultos de Nação:  Angola, Nagô, Omolocô, Jêje, Angolão e outros.  Cabula é a união das raças em um só ritual.   Possui uma hierarquia diferenciada dos Orixás cultuados e não divulga seus ensinamentos através de livros.  Somente de pai para filho, através da folha do santo.  Após a libertação dos escravos, todos retornaram então às suas origens e o Neto de Afo-tum, Jaime Cafuzo, se dedicou incansavelmente ao culto Cabula, em Salvador.  Não tendo filhos, criou uma negra chamada Alzira Fernandes Nunes, que mais tarde traria o Culto Cabula ao Rio de Janeiro, criando a primeira roça de Cabula do R.J.

Essa é uma das histórias sobre a Origem do Culto Cabula no Brasil.
Segue abaixo, uma entrevista com o Babalorixá Pedro Paulo Silva, pioneiro do culto ao Cabula em Florianópolis SC.


3 comentários:

  1. Isso que você está falando não tem fundamento, não tem em Salvador qualquer registro do Sr. Jaime Cafuzo e muito menos do Ritual Cabula no Rio de Janeiro. Sugiro que você pesquise mais a fundo.

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  2. Sou dirigente de uma família religiosa praticante da Cabula, comprometida em preservar a tradição originária do Espírito Santo e nada do que foi falado possui respaldo histórico e fundamento litúrgico. Cadê os Mahamba, os Bakuros, os Kialas, as Mesas? Me perdoe, mas isso não é Cabula. Isso é qualquer coisa, menos Cabula.

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  3. Sou dirigente de uma família religiosa praticante da Cabula, comprometida em preservar a tradição originária do Espírito Santo e nada do que foi falado possui respaldo histórico e fundamento litúrgico. Cadê os Mahamba, os Bakuros, os Kialas, as Mesas? Me perdoe, mas isso não é Cabula. Isso é qualquer coisa, menos Cabula.

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