domingo, 4 de setembro de 2011

Orixás

Segundo a metafísica Africana, os Orixás são a emanação de Oduduwá (Olorúm).  Energias criadoras, cujo ponto de ação se localiza nas matas, mares, cachoeiras, florestas, Etc...
Orixá significa ''Dono do Orí (região do alto da cabeça que os hindús chamam de chacra explênico).  No momento em que nascemos, somos regidos por um casal de Orixás que nos acompanharão direta ou indiretamente, de acordo com nossa vontade de desenvolver esse caminho.


A Mitologia Africana compreende os Orixás como personagens da criação do Universo.  Uma outra visão, mais centrada do assunto, entende os Orixás como sendo energias extremas, geradora da vida.
As falanges de trabalho são centelhas dispendidas, fragmentos cósmicos que vagam pelos terreiros, cobrindo de axé (força espiritual) seus filhos e devotos.
Os cultos de Nação trouxeram ao Brasil as lendas dos Orixás.  Todos os fundamentos encontram-se imbuídos na filosofia do Candomblé.
Orixá é um só.  Não existe a distinção entre Orixás de Umbanda e de Nação.  Os mesmos que ''baixam'' nos terreiros de Blé, trabalham na Umbanda e vice versa.
Os Orixás possuem falanges e sub-falanges diretas de trabalho.  Tudo em prol da evolução espiritual.  Falanges organizadas que trabalham na prática do bem, ligadas diretamente ao Orixá, servindo de instrumento de ligação entre Orixá e médium.
Os orixás são relacionados e sincretizados com alguns santos católicos de maior popularidade como:  São Jorge, São Sebastião, Santa Bárbara e ate mesmo Jesus Cristo.  Esse sincretismo fora vital para a prática e a sobrevivência dos cultos nas senzalas.
Jesus seria Oxalá, o Orixá maior, filho primeiro de Oduduwá.  São Lázaro seria Obaluaê, velho e repleto de feridas e chagas.  São Sebastião foi relacionado com Oxóssi, Orixá da caça e das matas e assim vai...
O sincretismo perdura ainda hoje, mas esse é um outro extenso assunto.
axé.

Um comentário:

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