quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sincretismo Religioso

O sincretismo entre os Orixás e os Santos católicos, como vimos no tópico do surgimento da nação Cabula, foi necessário para a preservação da fé e das tradições africanas.
Porém, os Orixás perderam sua identidade, na minha opinião.  Médiuns acreditam que Oxalá seja um dos nomes de Jesus Cristo.  Já ouvi dizer que as falanges de Ogum são formadas por gladiadores romanos, ou seja, o São Jorge está realmente ''incorporado'' no OGUM, Orixá da guerra e do aço.
Pontos cantados como: ♪ Meu pai São João Batista é Xangô...♫  São João Batista é um santo Católico e nada tem a ver com o Orixá Xangô, dos cultos de Nação.
Jesus está imbuído na Umbanda.  Aos poucos, Oxalá, Orixá maior, vai perdendo espaço para o filho de José e Maria, como se houvesse alguma ligação real entre Jesus e a Umbanda.
A impressão que me dá, é que ainda precisamos ''disfarçar'' o altar, para que possamos praticar nossa religião sem a desaprovação da massa.


Nesse caso, certo estão os Candomblecistas, que cultuam seus Orixás na língua natal e com os Santos vestidos nos porrões preceituais, sem a participação da Igreja Católica Apostólica Romana.
Os deuses, divindades negras, Orixás da Mitologia Africana, substituídos pelos santos católicos que em vida, pregavam o desapego pelos ídolos, pelas magias e a crença em um só Deus, o Deus Católico e seu filho unigênito.
A Umbanda possui uma carência em seus fundamentos, pois empresta sua gênese das crenças cristãs.  Deus de Moisés, criador do céu e da terra, nada tem a ver com Nzambi, a não ser pelo fato de ambos terem criado os céus e a terra.


O sincretismo religioso nunca mais pôde ser desfeito.  Não temos uma história da criação do universo segundo a Umbanda, a mitologia africana por sua vez, mais parece um conto de fadas onde os Orixás incestuosos, cometem todos os tipos de pecados católicos, como gula, inveja, vaidade, Etc...
O velho testamento cristão também não oferece credibilidade.  Um livro de contos fantasiosos, contado através da ótica de um Deus todo poderoso, impaciente e tirano.
Quando o assunto é a origem da vida, me torno cético e apoio a ciência e o Big-bang.  Na falta de fundamentos, sigo o óbvio.


A Umbanda acredita na prática da caridade através das falanges de trabalho.  O mecanismo perfeito que rege as leis do Santo, possui seus fundamentos.  Orixás, na minha opinião, são energias extremas, criadoras e geradoras da vida, cada qual em seu reino:  Mares, rios, florestas, estradas, pedreiras, Etc...
Não acredito nos Santos católicos.  Acho uma pena não termos identidade nesse sentido e é uma pena não podermos nos desvincular do sincretismo religioso, criado para resguardar nossa fé, da tirania preconceituosa Católica.
Axé.




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