O sincretismo entre os Orixás e os Santos católicos, como vimos no tópico do surgimento da nação Cabula, foi necessário para a preservação da fé e das tradições africanas.
Porém, os Orixás perderam sua identidade, na minha opinião. Médiuns acreditam que Oxalá seja um dos nomes de Jesus Cristo. Já ouvi dizer que as falanges de Ogum são formadas por gladiadores romanos, ou seja, o São Jorge está realmente ''incorporado'' no OGUM, Orixá da guerra e do aço.
Pontos cantados como: ♪ Meu pai São João Batista é Xangô...♫ São João Batista é um santo Católico e nada tem a ver com o Orixá Xangô, dos cultos de Nação.
Jesus está imbuído na Umbanda. Aos poucos, Oxalá, Orixá maior, vai perdendo espaço para o filho de José e Maria, como se houvesse alguma ligação real entre Jesus e a Umbanda.
A impressão que me dá, é que ainda precisamos ''disfarçar'' o altar, para que possamos praticar nossa religião sem a desaprovação da massa.
Nesse caso, certo estão os Candomblecistas, que cultuam seus Orixás na língua natal e com os Santos vestidos nos porrões preceituais, sem a participação da Igreja Católica Apostólica Romana.
Os deuses, divindades negras, Orixás da Mitologia Africana, substituídos pelos santos católicos que em vida, pregavam o desapego pelos ídolos, pelas magias e a crença em um só Deus, o Deus Católico e seu filho unigênito.
A Umbanda possui uma carência em seus fundamentos, pois empresta sua gênese das crenças cristãs. Deus de Moisés, criador do céu e da terra, nada tem a ver com Nzambi, a não ser pelo fato de ambos terem criado os céus e a terra.
O sincretismo religioso nunca mais pôde ser desfeito. Não temos uma história da criação do universo segundo a Umbanda, a mitologia africana por sua vez, mais parece um conto de fadas onde os Orixás incestuosos, cometem todos os tipos de pecados católicos, como gula, inveja, vaidade, Etc...
O velho testamento cristão também não oferece credibilidade. Um livro de contos fantasiosos, contado através da ótica de um Deus todo poderoso, impaciente e tirano.
Quando o assunto é a origem da vida, me torno cético e apoio a ciência e o Big-bang. Na falta de fundamentos, sigo o óbvio.
A Umbanda acredita na prática da caridade através das falanges de trabalho. O mecanismo perfeito que rege as leis do Santo, possui seus fundamentos. Orixás, na minha opinião, são energias extremas, criadoras e geradoras da vida, cada qual em seu reino: Mares, rios, florestas, estradas, pedreiras, Etc...
Não acredito nos Santos católicos. Acho uma pena não termos identidade nesse sentido e é uma pena não podermos nos desvincular do sincretismo religioso, criado para resguardar nossa fé, da tirania preconceituosa Católica.
Axé.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sincretismo Religioso
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Nação Cabula (Bantú) Surgimento.
Existem algumas citações a respeito do surgimento do Cabula no Brasil. Segundo um estudioso teólogo, existia no Rio de Janeiro, final do século XVIII, duas Nações afro-descendentes: Nação Yorubá e Nação Bantú, mais tarde seria conhecida pelo nome de Cabula.
Cabula é um Bairro de Salvador, provavelmente uma citação honrosa ao ritual Cabula.
Segundo estudiosos, Cabula foi o responsável pelo surgimento da Umbanda no Brasil.
Predominante em 3 estados brasileiros: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Trazido a capital Catarinense pelo Babalorixá Pedro Paulo Silva (Tamanacá) em 1975.
Conta-se que no início do século XVII, navios negreiros desembarcavam nos portos brasileiros, trazendo mão de obra escrava direto da África e com eles, uma menina de uns 7 anos de idade, chamada Afo-tum, que perdera seus pais na viagem, vítima dos maus tratos a bordo.
Assim que chegou em solo brasileiro, foi comprada por um mercador de escravos, mas devido a pouca idade e fragilidade, foi dada de presente à filha do tal mercador, como um bichinho de estimação. Afo-tum crescia e demonstrava grande inteligência e domínio dos idiomas. Aprendeu a falar Português, mas sem esquecer os dialetos locais africanos. Os cultos de Nação, vindos com os negros africanos eram praticados nas senzalas e os senhores escravagistas não viam com bons olhos. Julgavam prática pagã e temiam por feitiços e outras coisas que poderiam agredir suas integridades.
Afo-tum, que conhecia a essência dos cultos africanos, se tornara uma espécie de líder entre os negros, uma espécie de porta voz entre negros e brancos e lutava em prol da paz entre os povos.
Padres jesuítas iniciavam o processo de batizado dos negros, pois os mesmos eram proibidos de entrar em igrejas, sob o perjúrio de serem feiticeiros e agirem contra as leis da Igreja Católica.
Afo-tum, reuniu os líderes dos Quilombos e líderes das senzalas, Babalorixás e Babalaôs em prol de unificar uma linguagem em prol da perpetuação das tradições afro. Nasceu assim o sincretismo religioso entre os cultos de nação e os Santos da Igreja católica. Apaziguando a ira dos perseguidores jesuítas e mantendo vivas as tradições dos escravos e sua religiosidade de origem.
O Cabula foi a primeira manifestação religiosa depois do sincretismo e deu origem aos demais cultos, inclusive o movimento umbandista.
O Cabula conhece a essência de todos os cultos de Nação: Angola, Nagô, Omolocô, Jêje, Angolão e outros. Cabula é a união das raças em um só ritual. Possui uma hierarquia diferenciada dos Orixás cultuados e não divulga seus ensinamentos através de livros. Somente de pai para filho, através da folha do santo. Após a libertação dos escravos, todos retornaram então às suas origens e o Neto de Afo-tum, Jaime Cafuzo, se dedicou incansavelmente ao culto Cabula, em Salvador. Não tendo filhos, criou uma negra chamada Alzira Fernandes Nunes, que mais tarde traria o Culto Cabula ao Rio de Janeiro, criando a primeira roça de Cabula do R.J.
Essa é uma das histórias sobre a Origem do Culto Cabula no Brasil.
Segue abaixo, uma entrevista com o Babalorixá Pedro Paulo Silva, pioneiro do culto ao Cabula em Florianópolis SC.
Cabula é um Bairro de Salvador, provavelmente uma citação honrosa ao ritual Cabula.
Segundo estudiosos, Cabula foi o responsável pelo surgimento da Umbanda no Brasil.
Predominante em 3 estados brasileiros: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Trazido a capital Catarinense pelo Babalorixá Pedro Paulo Silva (Tamanacá) em 1975.
Conta-se que no início do século XVII, navios negreiros desembarcavam nos portos brasileiros, trazendo mão de obra escrava direto da África e com eles, uma menina de uns 7 anos de idade, chamada Afo-tum, que perdera seus pais na viagem, vítima dos maus tratos a bordo.
Assim que chegou em solo brasileiro, foi comprada por um mercador de escravos, mas devido a pouca idade e fragilidade, foi dada de presente à filha do tal mercador, como um bichinho de estimação. Afo-tum crescia e demonstrava grande inteligência e domínio dos idiomas. Aprendeu a falar Português, mas sem esquecer os dialetos locais africanos. Os cultos de Nação, vindos com os negros africanos eram praticados nas senzalas e os senhores escravagistas não viam com bons olhos. Julgavam prática pagã e temiam por feitiços e outras coisas que poderiam agredir suas integridades.
Afo-tum, que conhecia a essência dos cultos africanos, se tornara uma espécie de líder entre os negros, uma espécie de porta voz entre negros e brancos e lutava em prol da paz entre os povos.
Padres jesuítas iniciavam o processo de batizado dos negros, pois os mesmos eram proibidos de entrar em igrejas, sob o perjúrio de serem feiticeiros e agirem contra as leis da Igreja Católica.
Afo-tum, reuniu os líderes dos Quilombos e líderes das senzalas, Babalorixás e Babalaôs em prol de unificar uma linguagem em prol da perpetuação das tradições afro. Nasceu assim o sincretismo religioso entre os cultos de nação e os Santos da Igreja católica. Apaziguando a ira dos perseguidores jesuítas e mantendo vivas as tradições dos escravos e sua religiosidade de origem.
O Cabula foi a primeira manifestação religiosa depois do sincretismo e deu origem aos demais cultos, inclusive o movimento umbandista.
O Cabula conhece a essência de todos os cultos de Nação: Angola, Nagô, Omolocô, Jêje, Angolão e outros. Cabula é a união das raças em um só ritual. Possui uma hierarquia diferenciada dos Orixás cultuados e não divulga seus ensinamentos através de livros. Somente de pai para filho, através da folha do santo. Após a libertação dos escravos, todos retornaram então às suas origens e o Neto de Afo-tum, Jaime Cafuzo, se dedicou incansavelmente ao culto Cabula, em Salvador. Não tendo filhos, criou uma negra chamada Alzira Fernandes Nunes, que mais tarde traria o Culto Cabula ao Rio de Janeiro, criando a primeira roça de Cabula do R.J.
Essa é uma das histórias sobre a Origem do Culto Cabula no Brasil.
Segue abaixo, uma entrevista com o Babalorixá Pedro Paulo Silva, pioneiro do culto ao Cabula em Florianópolis SC.
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