Bem, esse é, sem dúvidas, um assunto bastante polêmico entre as religiões espíritas, principalmente entre os rituais afro-descendentes.
O sacrifício faz parte de uma das mais antigas práticas religiosas que se tem notícias sobre a história da humanidade.
Desde os primórdios, o homem oferece aos deuses, as mais diversas formas de sacrifícios. A idéia de sacrifício, liga-se diretamente ao ato de abdicar do bem maior, que é a vida. Sempre acreditou-se que nada possui mais valor do que a vida e é justamente por isso, a grandeza do sacrifício.
Animais e seres humanos eram oferecidos aos deuses em pedido de proteção e abundância. Acreditavam que os deuses iriam se satisfazer com um presente tão precioso como a vida.
No caso dos cultos africanos, acredita-se que os Orixás (Emanações de Olorum) possuam gostos por determinados tipos e espécies de animais, o que chamamos de ''criação do Santo''. Em Cabula, ofertamos ao Orixá, a menga (sangue) da criação correspondente com o Orixá. O sacrifício é somente de animais que servem para a alimentação humana e após retirada a menga, serve de comida a todos. Não existe um sacrifício desordenado e sem propósito. Existe uma consagração da energia vital, seguido da preparação para se tornar alimento e matar a fome. Pra que mais serve os galináceos, além de botar ovos e ir pra panela?
O fato é, que além da criação do santo, existe também a erva do santo. Assim como cada Orixá possui seu animal correspondente, possui também uma espécie de erva correspondente.
Uns dizem que a erva seria a ''evolução'' do ritual. Outros apoiam o fato de que, abstendo-se da menga, tradição secular, estaríamos perdendo nossa identidade e desmanchando o ritual uma vez que a essência fora mudada. Ao meu ver, são caminhos distintos que visam chegar ao mesmo ponto em comum, a evolução.
Não existe necessidade de discussões sobre a melhor eficácia, pois Oxalá abençoa a todos aqueles que fazem de coração e o Santo segue pelo mesmo princípio.
Exú, por exemplo: Uns servem menga, outros ervas e em algumas regiões mais afastadas da África, servem caramujos africanos e ele adora.
Moral da história: O sacrifício positivo e cheio de axé, é aquele em que você oferece algo que realmente acredita ter valor.
O Amací, por exemplo, é o líquido sagrado. Composto de ervas medicinais e bebidas dos Orixás, possui grande poder de limpeza, além de outras características fantásticas.
A seiva da erva é o líquido vital que nutre a planta e a menga é o líquido vital que nutre os animais. Ambos representam a vida e ambos possuem correspondência direta com os Orixás.
Na minha opinião, o que realmente destrói um ritual é o comportamento inadequado e promíscuo de alguns zeladores, que se utilizam da fé alheia em prol de sanar necessidades fúteis. O que destrói uma religião, é a conduta desregrada em nome do ego e a total falta de comprometimento com valores básicos como o respeito ao ser humano e sua fé.
Não devemos julgar. Se o Orixá parece aprovar, porque (nós) lutaremos contra? Quem somos nós??
A Umbanda, na verdade não trabalha com o sacrifícios e não possui camarinhas, saídas, coroações e Etc... Essa herança é dos cultos de Nação com os quais são cruzados a maioria dos rituais de Umbanda, como Cabula e Almas e Angola.
Se um ritual utiliza menga ou erva, o que interessa são os resultados dessa prática. Os médiuns estão bem, a casa está boa...O Orixá abençõa. Tanto faz o tipo de seiva sagrada.
Axé.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Entregas, oferendas e despachos
Nós umbandistas, ofertamos ao Orixá em agradecimento a alguma graça alcançada.
A Oferenda aos deuses é uma prática do ser humano antiga, talvez a mais antiga das práticas religiosas.
Em Cabula, nos é ensinado que a prática de ofertar ao Santo, nada tem a ver com denegrir ou sujar a natureza.
Não apoiamos a idéia de ''arriar'' obrigações nas matas, cachoeiras, encruzilhadas e cemitérios. Por isso que a Umbanda é mal vista. Por causa de meia dúzia de ''porcos'' que levam o lixo e deixam a vista de todos que passam, como um cartão postal que mostra que umbandista é tudo porco e vândalo.
Aqui em Florianópolis - SC a FATMA e o IBAMA já interditaram algumas cachoeiras conhecidas por todos, pelo motivo do vandalismo de alguns terreiros que pregam a porquindade em nome da Umbanda.
Exú come na Canjira! Não adianta levar na rua, na encruzilhada e sujar a passagem das pessoas, criando ódio e intolerância. Todo terreiro possui ''assentamentos'' e ''plantações'' que consagram o chão para que o Orixá aceite o local e receba suas oferendas.
Respeite o reino dos Orixás. Ao passar por uma cachoeira, cumprimente mentalmente o reino da Oxum. Ao passar por uma encruzilhada ou portão de cemitério, peça a proteção do povo de rua e da kalunga, que proteja seus caminhos. Mas não suje! Não esfregue sua oferenda na cara das pessoas que não comungam da mesma fé. Isso aumenta a intolerância de quem não conhece a Umbanda e denigre uma religião tão linda, tão cheia de amor e fundamentos.
Você não faz parte de um terreiro? Procure um que você confie para arriar suas obrigações anuais, mas abstenha-se de poluir em nome do Santo. Você está alimentando eguns e Quiumbas e acha que está fazendo a coisa certa. Procure uma casa séria que possa receber suas obrigações, sem poluir a natureza e as ruas.
Axé.
A Oferenda aos deuses é uma prática do ser humano antiga, talvez a mais antiga das práticas religiosas.
Em Cabula, nos é ensinado que a prática de ofertar ao Santo, nada tem a ver com denegrir ou sujar a natureza.
Não apoiamos a idéia de ''arriar'' obrigações nas matas, cachoeiras, encruzilhadas e cemitérios. Por isso que a Umbanda é mal vista. Por causa de meia dúzia de ''porcos'' que levam o lixo e deixam a vista de todos que passam, como um cartão postal que mostra que umbandista é tudo porco e vândalo.
Aqui em Florianópolis - SC a FATMA e o IBAMA já interditaram algumas cachoeiras conhecidas por todos, pelo motivo do vandalismo de alguns terreiros que pregam a porquindade em nome da Umbanda.
Exú come na Canjira! Não adianta levar na rua, na encruzilhada e sujar a passagem das pessoas, criando ódio e intolerância. Todo terreiro possui ''assentamentos'' e ''plantações'' que consagram o chão para que o Orixá aceite o local e receba suas oferendas.
Respeite o reino dos Orixás. Ao passar por uma cachoeira, cumprimente mentalmente o reino da Oxum. Ao passar por uma encruzilhada ou portão de cemitério, peça a proteção do povo de rua e da kalunga, que proteja seus caminhos. Mas não suje! Não esfregue sua oferenda na cara das pessoas que não comungam da mesma fé. Isso aumenta a intolerância de quem não conhece a Umbanda e denigre uma religião tão linda, tão cheia de amor e fundamentos.
Você não faz parte de um terreiro? Procure um que você confie para arriar suas obrigações anuais, mas abstenha-se de poluir em nome do Santo. Você está alimentando eguns e Quiumbas e acha que está fazendo a coisa certa. Procure uma casa séria que possa receber suas obrigações, sem poluir a natureza e as ruas.
Axé.
Incorporação
Nas crenças religiosas que pregam a comunicação com o mundo de origem (mundo espiritual), a prática da incorporação se faz presente.
Incorporar é dar corpo a uma entidade. Existem entidades que incorporam em médiuns e médiuns que incorporam entidades, você consegue ver a diferença entre os dois casos? É necessário que saibamos exatamente o que ocorre no momento do transe. Os chacras de entrada, principalmente o Chacra explênico, localizado no alto da cabeça, é o responsável pela capacidade de incorporar. Existem diversos níveis e modos de incorporação. Na Umbanda, a incorporação é menos sensível, espasmáticas e violentas uma vez comparadas ao transe kardecista. Cada vertente com suas características visuais. A roupagem fluídica da entidade e tudo aquilo que ela representa no contexto vibracional em que se encontra. A eficiência dos trabalhos está totalmente relacionada com a capacidade de concentração do médium.
O sub-inconsciente não para de trabalhar nem um segundo e a entidade sussurra através do canal intuitivo. Cabe ao médium conseguir escutar o sussurro em meio ao temporal de gritos, ou seja, desligar-se dos seus próprios pensamentos em prol de captar a verdadeira mensagem e transmiti-la.
Qual a receita? Costumo dizer que o tempo e a vivência são as melhores ferramentas para se chegar ao entendimento maior. O relacionamento com a entidade é algo que precisa tempo. Você trabalha melhor com o guia que vc incorpora ha mais tempo.
''Fazei com que sentimos fortemente as influências invisíveis e salutares dos nossos anjos da guarda''
Devemos mentalizar para que possamos sentir cada vez mais essa influência tão sutil.
No início, o médium deve se manter calado. Conhecendo seu guia e a roupagem fluídica que ele carrega consigo. Com o passar dos tempos, surge as vontades, os gostos e a preferência do guia e isso tende se aprofundar com o passar dos anos.
Eu entendo que a grande maioria dos terreiros de Umbanda não possuem ensinamentos sobre a mediunidade e seus mecanismos de ação, mas cabe ao médium interessado buscar as informações em prol de entender aquilo que se passa durante o transe.
Axé.
Incorporar é dar corpo a uma entidade. Existem entidades que incorporam em médiuns e médiuns que incorporam entidades, você consegue ver a diferença entre os dois casos? É necessário que saibamos exatamente o que ocorre no momento do transe. Os chacras de entrada, principalmente o Chacra explênico, localizado no alto da cabeça, é o responsável pela capacidade de incorporar. Existem diversos níveis e modos de incorporação. Na Umbanda, a incorporação é menos sensível, espasmáticas e violentas uma vez comparadas ao transe kardecista. Cada vertente com suas características visuais. A roupagem fluídica da entidade e tudo aquilo que ela representa no contexto vibracional em que se encontra. A eficiência dos trabalhos está totalmente relacionada com a capacidade de concentração do médium.
O sub-inconsciente não para de trabalhar nem um segundo e a entidade sussurra através do canal intuitivo. Cabe ao médium conseguir escutar o sussurro em meio ao temporal de gritos, ou seja, desligar-se dos seus próprios pensamentos em prol de captar a verdadeira mensagem e transmiti-la.
Qual a receita? Costumo dizer que o tempo e a vivência são as melhores ferramentas para se chegar ao entendimento maior. O relacionamento com a entidade é algo que precisa tempo. Você trabalha melhor com o guia que vc incorpora ha mais tempo.
''Fazei com que sentimos fortemente as influências invisíveis e salutares dos nossos anjos da guarda''
Devemos mentalizar para que possamos sentir cada vez mais essa influência tão sutil.
No início, o médium deve se manter calado. Conhecendo seu guia e a roupagem fluídica que ele carrega consigo. Com o passar dos tempos, surge as vontades, os gostos e a preferência do guia e isso tende se aprofundar com o passar dos anos.
Eu entendo que a grande maioria dos terreiros de Umbanda não possuem ensinamentos sobre a mediunidade e seus mecanismos de ação, mas cabe ao médium interessado buscar as informações em prol de entender aquilo que se passa durante o transe.
Axé.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sincretismo Religioso
O sincretismo entre os Orixás e os Santos católicos, como vimos no tópico do surgimento da nação Cabula, foi necessário para a preservação da fé e das tradições africanas.
Porém, os Orixás perderam sua identidade, na minha opinião. Médiuns acreditam que Oxalá seja um dos nomes de Jesus Cristo. Já ouvi dizer que as falanges de Ogum são formadas por gladiadores romanos, ou seja, o São Jorge está realmente ''incorporado'' no OGUM, Orixá da guerra e do aço.
Pontos cantados como: ♪ Meu pai São João Batista é Xangô...♫ São João Batista é um santo Católico e nada tem a ver com o Orixá Xangô, dos cultos de Nação.
Jesus está imbuído na Umbanda. Aos poucos, Oxalá, Orixá maior, vai perdendo espaço para o filho de José e Maria, como se houvesse alguma ligação real entre Jesus e a Umbanda.
A impressão que me dá, é que ainda precisamos ''disfarçar'' o altar, para que possamos praticar nossa religião sem a desaprovação da massa.
Nesse caso, certo estão os Candomblecistas, que cultuam seus Orixás na língua natal e com os Santos vestidos nos porrões preceituais, sem a participação da Igreja Católica Apostólica Romana.
Os deuses, divindades negras, Orixás da Mitologia Africana, substituídos pelos santos católicos que em vida, pregavam o desapego pelos ídolos, pelas magias e a crença em um só Deus, o Deus Católico e seu filho unigênito.
A Umbanda possui uma carência em seus fundamentos, pois empresta sua gênese das crenças cristãs. Deus de Moisés, criador do céu e da terra, nada tem a ver com Nzambi, a não ser pelo fato de ambos terem criado os céus e a terra.
O sincretismo religioso nunca mais pôde ser desfeito. Não temos uma história da criação do universo segundo a Umbanda, a mitologia africana por sua vez, mais parece um conto de fadas onde os Orixás incestuosos, cometem todos os tipos de pecados católicos, como gula, inveja, vaidade, Etc...
O velho testamento cristão também não oferece credibilidade. Um livro de contos fantasiosos, contado através da ótica de um Deus todo poderoso, impaciente e tirano.
Quando o assunto é a origem da vida, me torno cético e apoio a ciência e o Big-bang. Na falta de fundamentos, sigo o óbvio.
A Umbanda acredita na prática da caridade através das falanges de trabalho. O mecanismo perfeito que rege as leis do Santo, possui seus fundamentos. Orixás, na minha opinião, são energias extremas, criadoras e geradoras da vida, cada qual em seu reino: Mares, rios, florestas, estradas, pedreiras, Etc...
Não acredito nos Santos católicos. Acho uma pena não termos identidade nesse sentido e é uma pena não podermos nos desvincular do sincretismo religioso, criado para resguardar nossa fé, da tirania preconceituosa Católica.
Axé.
Porém, os Orixás perderam sua identidade, na minha opinião. Médiuns acreditam que Oxalá seja um dos nomes de Jesus Cristo. Já ouvi dizer que as falanges de Ogum são formadas por gladiadores romanos, ou seja, o São Jorge está realmente ''incorporado'' no OGUM, Orixá da guerra e do aço.
Pontos cantados como: ♪ Meu pai São João Batista é Xangô...♫ São João Batista é um santo Católico e nada tem a ver com o Orixá Xangô, dos cultos de Nação.
Jesus está imbuído na Umbanda. Aos poucos, Oxalá, Orixá maior, vai perdendo espaço para o filho de José e Maria, como se houvesse alguma ligação real entre Jesus e a Umbanda.
A impressão que me dá, é que ainda precisamos ''disfarçar'' o altar, para que possamos praticar nossa religião sem a desaprovação da massa.
Nesse caso, certo estão os Candomblecistas, que cultuam seus Orixás na língua natal e com os Santos vestidos nos porrões preceituais, sem a participação da Igreja Católica Apostólica Romana.
Os deuses, divindades negras, Orixás da Mitologia Africana, substituídos pelos santos católicos que em vida, pregavam o desapego pelos ídolos, pelas magias e a crença em um só Deus, o Deus Católico e seu filho unigênito.
A Umbanda possui uma carência em seus fundamentos, pois empresta sua gênese das crenças cristãs. Deus de Moisés, criador do céu e da terra, nada tem a ver com Nzambi, a não ser pelo fato de ambos terem criado os céus e a terra.
O sincretismo religioso nunca mais pôde ser desfeito. Não temos uma história da criação do universo segundo a Umbanda, a mitologia africana por sua vez, mais parece um conto de fadas onde os Orixás incestuosos, cometem todos os tipos de pecados católicos, como gula, inveja, vaidade, Etc...
O velho testamento cristão também não oferece credibilidade. Um livro de contos fantasiosos, contado através da ótica de um Deus todo poderoso, impaciente e tirano.
Quando o assunto é a origem da vida, me torno cético e apoio a ciência e o Big-bang. Na falta de fundamentos, sigo o óbvio.
A Umbanda acredita na prática da caridade através das falanges de trabalho. O mecanismo perfeito que rege as leis do Santo, possui seus fundamentos. Orixás, na minha opinião, são energias extremas, criadoras e geradoras da vida, cada qual em seu reino: Mares, rios, florestas, estradas, pedreiras, Etc...
Não acredito nos Santos católicos. Acho uma pena não termos identidade nesse sentido e é uma pena não podermos nos desvincular do sincretismo religioso, criado para resguardar nossa fé, da tirania preconceituosa Católica.
Axé.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Nação Cabula (Bantú) Surgimento.
Existem algumas citações a respeito do surgimento do Cabula no Brasil. Segundo um estudioso teólogo, existia no Rio de Janeiro, final do século XVIII, duas Nações afro-descendentes: Nação Yorubá e Nação Bantú, mais tarde seria conhecida pelo nome de Cabula.
Cabula é um Bairro de Salvador, provavelmente uma citação honrosa ao ritual Cabula.
Segundo estudiosos, Cabula foi o responsável pelo surgimento da Umbanda no Brasil.
Predominante em 3 estados brasileiros: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Trazido a capital Catarinense pelo Babalorixá Pedro Paulo Silva (Tamanacá) em 1975.
Conta-se que no início do século XVII, navios negreiros desembarcavam nos portos brasileiros, trazendo mão de obra escrava direto da África e com eles, uma menina de uns 7 anos de idade, chamada Afo-tum, que perdera seus pais na viagem, vítima dos maus tratos a bordo.
Assim que chegou em solo brasileiro, foi comprada por um mercador de escravos, mas devido a pouca idade e fragilidade, foi dada de presente à filha do tal mercador, como um bichinho de estimação. Afo-tum crescia e demonstrava grande inteligência e domínio dos idiomas. Aprendeu a falar Português, mas sem esquecer os dialetos locais africanos. Os cultos de Nação, vindos com os negros africanos eram praticados nas senzalas e os senhores escravagistas não viam com bons olhos. Julgavam prática pagã e temiam por feitiços e outras coisas que poderiam agredir suas integridades.
Afo-tum, que conhecia a essência dos cultos africanos, se tornara uma espécie de líder entre os negros, uma espécie de porta voz entre negros e brancos e lutava em prol da paz entre os povos.
Padres jesuítas iniciavam o processo de batizado dos negros, pois os mesmos eram proibidos de entrar em igrejas, sob o perjúrio de serem feiticeiros e agirem contra as leis da Igreja Católica.
Afo-tum, reuniu os líderes dos Quilombos e líderes das senzalas, Babalorixás e Babalaôs em prol de unificar uma linguagem em prol da perpetuação das tradições afro. Nasceu assim o sincretismo religioso entre os cultos de nação e os Santos da Igreja católica. Apaziguando a ira dos perseguidores jesuítas e mantendo vivas as tradições dos escravos e sua religiosidade de origem.
O Cabula foi a primeira manifestação religiosa depois do sincretismo e deu origem aos demais cultos, inclusive o movimento umbandista.
O Cabula conhece a essência de todos os cultos de Nação: Angola, Nagô, Omolocô, Jêje, Angolão e outros. Cabula é a união das raças em um só ritual. Possui uma hierarquia diferenciada dos Orixás cultuados e não divulga seus ensinamentos através de livros. Somente de pai para filho, através da folha do santo. Após a libertação dos escravos, todos retornaram então às suas origens e o Neto de Afo-tum, Jaime Cafuzo, se dedicou incansavelmente ao culto Cabula, em Salvador. Não tendo filhos, criou uma negra chamada Alzira Fernandes Nunes, que mais tarde traria o Culto Cabula ao Rio de Janeiro, criando a primeira roça de Cabula do R.J.
Essa é uma das histórias sobre a Origem do Culto Cabula no Brasil.
Segue abaixo, uma entrevista com o Babalorixá Pedro Paulo Silva, pioneiro do culto ao Cabula em Florianópolis SC.
Cabula é um Bairro de Salvador, provavelmente uma citação honrosa ao ritual Cabula.
Segundo estudiosos, Cabula foi o responsável pelo surgimento da Umbanda no Brasil.
Predominante em 3 estados brasileiros: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Trazido a capital Catarinense pelo Babalorixá Pedro Paulo Silva (Tamanacá) em 1975.
Conta-se que no início do século XVII, navios negreiros desembarcavam nos portos brasileiros, trazendo mão de obra escrava direto da África e com eles, uma menina de uns 7 anos de idade, chamada Afo-tum, que perdera seus pais na viagem, vítima dos maus tratos a bordo.
Assim que chegou em solo brasileiro, foi comprada por um mercador de escravos, mas devido a pouca idade e fragilidade, foi dada de presente à filha do tal mercador, como um bichinho de estimação. Afo-tum crescia e demonstrava grande inteligência e domínio dos idiomas. Aprendeu a falar Português, mas sem esquecer os dialetos locais africanos. Os cultos de Nação, vindos com os negros africanos eram praticados nas senzalas e os senhores escravagistas não viam com bons olhos. Julgavam prática pagã e temiam por feitiços e outras coisas que poderiam agredir suas integridades.
Afo-tum, que conhecia a essência dos cultos africanos, se tornara uma espécie de líder entre os negros, uma espécie de porta voz entre negros e brancos e lutava em prol da paz entre os povos.
Padres jesuítas iniciavam o processo de batizado dos negros, pois os mesmos eram proibidos de entrar em igrejas, sob o perjúrio de serem feiticeiros e agirem contra as leis da Igreja Católica.
Afo-tum, reuniu os líderes dos Quilombos e líderes das senzalas, Babalorixás e Babalaôs em prol de unificar uma linguagem em prol da perpetuação das tradições afro. Nasceu assim o sincretismo religioso entre os cultos de nação e os Santos da Igreja católica. Apaziguando a ira dos perseguidores jesuítas e mantendo vivas as tradições dos escravos e sua religiosidade de origem.
O Cabula foi a primeira manifestação religiosa depois do sincretismo e deu origem aos demais cultos, inclusive o movimento umbandista.
O Cabula conhece a essência de todos os cultos de Nação: Angola, Nagô, Omolocô, Jêje, Angolão e outros. Cabula é a união das raças em um só ritual. Possui uma hierarquia diferenciada dos Orixás cultuados e não divulga seus ensinamentos através de livros. Somente de pai para filho, através da folha do santo. Após a libertação dos escravos, todos retornaram então às suas origens e o Neto de Afo-tum, Jaime Cafuzo, se dedicou incansavelmente ao culto Cabula, em Salvador. Não tendo filhos, criou uma negra chamada Alzira Fernandes Nunes, que mais tarde traria o Culto Cabula ao Rio de Janeiro, criando a primeira roça de Cabula do R.J.
Essa é uma das histórias sobre a Origem do Culto Cabula no Brasil.
Segue abaixo, uma entrevista com o Babalorixá Pedro Paulo Silva, pioneiro do culto ao Cabula em Florianópolis SC.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Epífese ou Glândula Pineal
Muito se acredita que a glândula Pineal seja responsável pela comunicação com o mundo de origem (Mediunidade)
A Umbanda não possui estudos sobre o assunto, mas o Kardecismo vai afundo nessas questões de entender a mediunidade e suas características. Médicos psicólogos já estão pesquisando o assunto em prol de descobrir cada vez mais sobre essa glândula do tamanho de uma nós e localizada atrás dos olhos. Seria ela responsável pelo dom da vidência? Segue abaixo, um vídeo com a matéria do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, estudioso da glândula pineal, vale muitíssimo a pena assistir inteiro. É uma aula completa sobre o assunto.
Axé.
Espero que gostem.
A Umbanda não possui estudos sobre o assunto, mas o Kardecismo vai afundo nessas questões de entender a mediunidade e suas características. Médicos psicólogos já estão pesquisando o assunto em prol de descobrir cada vez mais sobre essa glândula do tamanho de uma nós e localizada atrás dos olhos. Seria ela responsável pelo dom da vidência? Segue abaixo, um vídeo com a matéria do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, estudioso da glândula pineal, vale muitíssimo a pena assistir inteiro. É uma aula completa sobre o assunto.
Axé.
Espero que gostem.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sonhos - Recreação de perispírito
Todos nós sonhamos, porém as mensagens sempre aparecem de maneira confusa e irreal. O motivo disso é que são cruzamentos de informações. Como se dois sonhos distintos se fundissem e resultassem num terceiro. A interpretação de sonhos torna-se dificultada, uma vez que não sabemos ao certo separar fantasia e realidade.
Allan Kardec chamou de ''perispírito'' o elo de ligação entre espírito/Matéria. Seria a camada áurica mais próxima do corpo, chamada também de ''anjo de guarda''.
Quando dormimos, nosso espírito viaja através desse elo de ligação e retorna ao mundo de origem, a espiritualidade. Na recreação de perispírito, encontramos entidades, pessoas, ensinamentos, luz e informações ligadas a nossa vida espiritual e material..
Nesse momento, nosso cérebro está em pleno funcionamento e projeta imagens de desejos ocultos, preocupações, ansiedades e clipes com imagens ligadas ao nosso subconsciente. Quando retornamos ao corpo, nossa memória espiritual se funde com a memória física e ocorre oque chamamos de ''duplicidade de informação'' ou seja, as informações se chocam e perdemos acesso ao que nos fora passado em recreação.
Por isso não devemos levar os sonhos em total consideração.
Estudos de Gnose e Chacras são complementares na Umbanda. É preciso que saibamos o porque das coisas e aquilo que ocorre ao nosso redor.
Bons sonhos a todos
Por isso não devemos levar os sonhos em total consideração.
Estudos de Gnose e Chacras são complementares na Umbanda. É preciso que saibamos o porque das coisas e aquilo que ocorre ao nosso redor.
Bons sonhos a todos
domingo, 4 de setembro de 2011
Orixás
Segundo a metafísica Africana, os Orixás são a emanação de Oduduwá (Olorúm). Energias criadoras, cujo ponto de ação se localiza nas matas, mares, cachoeiras, florestas, Etc...
Orixá significa ''Dono do Orí (região do alto da cabeça que os hindús chamam de chacra explênico). No momento em que nascemos, somos regidos por um casal de Orixás que nos acompanharão direta ou indiretamente, de acordo com nossa vontade de desenvolver esse caminho.
A Mitologia Africana compreende os Orixás como personagens da criação do Universo. Uma outra visão, mais centrada do assunto, entende os Orixás como sendo energias extremas, geradora da vida.
As falanges de trabalho são centelhas dispendidas, fragmentos cósmicos que vagam pelos terreiros, cobrindo de axé (força espiritual) seus filhos e devotos.
Os cultos de Nação trouxeram ao Brasil as lendas dos Orixás. Todos os fundamentos encontram-se imbuídos na filosofia do Candomblé.
Orixá é um só. Não existe a distinção entre Orixás de Umbanda e de Nação. Os mesmos que ''baixam'' nos terreiros de Blé, trabalham na Umbanda e vice versa.
Os Orixás possuem falanges e sub-falanges diretas de trabalho. Tudo em prol da evolução espiritual. Falanges organizadas que trabalham na prática do bem, ligadas diretamente ao Orixá, servindo de instrumento de ligação entre Orixá e médium.
Os orixás são relacionados e sincretizados com alguns santos católicos de maior popularidade como: São Jorge, São Sebastião, Santa Bárbara e ate mesmo Jesus Cristo. Esse sincretismo fora vital para a prática e a sobrevivência dos cultos nas senzalas.
Jesus seria Oxalá, o Orixá maior, filho primeiro de Oduduwá. São Lázaro seria Obaluaê, velho e repleto de feridas e chagas. São Sebastião foi relacionado com Oxóssi, Orixá da caça e das matas e assim vai...
O sincretismo perdura ainda hoje, mas esse é um outro extenso assunto.
axé.
Orixá significa ''Dono do Orí (região do alto da cabeça que os hindús chamam de chacra explênico). No momento em que nascemos, somos regidos por um casal de Orixás que nos acompanharão direta ou indiretamente, de acordo com nossa vontade de desenvolver esse caminho.
A Mitologia Africana compreende os Orixás como personagens da criação do Universo. Uma outra visão, mais centrada do assunto, entende os Orixás como sendo energias extremas, geradora da vida.
As falanges de trabalho são centelhas dispendidas, fragmentos cósmicos que vagam pelos terreiros, cobrindo de axé (força espiritual) seus filhos e devotos.
Os cultos de Nação trouxeram ao Brasil as lendas dos Orixás. Todos os fundamentos encontram-se imbuídos na filosofia do Candomblé.
Orixá é um só. Não existe a distinção entre Orixás de Umbanda e de Nação. Os mesmos que ''baixam'' nos terreiros de Blé, trabalham na Umbanda e vice versa.
Os Orixás possuem falanges e sub-falanges diretas de trabalho. Tudo em prol da evolução espiritual. Falanges organizadas que trabalham na prática do bem, ligadas diretamente ao Orixá, servindo de instrumento de ligação entre Orixá e médium.
Os orixás são relacionados e sincretizados com alguns santos católicos de maior popularidade como: São Jorge, São Sebastião, Santa Bárbara e ate mesmo Jesus Cristo. Esse sincretismo fora vital para a prática e a sobrevivência dos cultos nas senzalas.
Jesus seria Oxalá, o Orixá maior, filho primeiro de Oduduwá. São Lázaro seria Obaluaê, velho e repleto de feridas e chagas. São Sebastião foi relacionado com Oxóssi, Orixá da caça e das matas e assim vai...
O sincretismo perdura ainda hoje, mas esse é um outro extenso assunto.
axé.
Os escravos Africanos no Brasil
Estima-se em 3 milhões e meio o número de escravos introduzidos no Brasil, do final do século XVI - quando aqui chegaram os primeiros navios negreiros - até 1850, data da extinção legal do tráfico pela lei ''Eusébio de queiróz. Os primeiros escravos vieram da Guiné Portuguesa - que naquela época se estendia do Senegal até a Serra Leoa. Vieram para as plantações de cana-de-açucar na Bahia e Pernambuco e a maior parte deles pertencia às tribos dos Fulahs e dos mandingas ou mandês.
No século XVII, quando Portugal iniciou a conquista e a colonização da região Amazônica, foram trazidos escravos de Angola e Guiné Portuguesa.
Angola foi um dos que mais exportaram mão-de-obra escrava. A Bahia detia o monopólio do tráfico de escravos e foi o lugar que reuniu maior concentração de negros vindos da África.
No século XVII, quando Portugal iniciou a conquista e a colonização da região Amazônica, foram trazidos escravos de Angola e Guiné Portuguesa.
Angola foi um dos que mais exportaram mão-de-obra escrava. A Bahia detia o monopólio do tráfico de escravos e foi o lugar que reuniu maior concentração de negros vindos da África.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
PONTOS RISCADOS NA UMBANDA
Os pontos cabalísticos riscados com Pemba de calcário representam uma grafia de projeção bidimensional de símbolos que se revestem de todo poder mágico, que as forças cósmicas lhe oferecem. Muitos tentaram, mas não conseguiram mostrar os fundamentos ocultos da lei de Pemba, ou dos pontos riscados. É por isso que não se pode copiar e nem interpretar tais pontos.
Só a umbanda sagrada pode faze-lo justamente por ser escritas por Guias, que evocam os sagrados orixás e sabem o significado do que fazem.

Texto oferecido por Yá L'Orisá Denize D'Ogun (Mãe Déda)
Só a umbanda sagrada pode faze-lo justamente por ser escritas por Guias, que evocam os sagrados orixás e sabem o significado do que fazem.

Texto oferecido por Yá L'Orisá Denize D'Ogun (Mãe Déda)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Quando eu morrer, vou passar lá na Aruanda...
À respeito da linha de trabalho de Umbanda.
A espiritualidade compreende vários mundos na verdade. O monge encontra, após o desencarne, uma realidade de acordo com a sua fé, após adaptação, é direcionado para os mosteiros espirituais, formando falanges Orientais de trabalho. O muçulmano, será guiado aos jardins de Álah, como reza o alcorão e a espiritualidade utilizará dessa falange também. O Umbandista encontra seus guias e protetores, após adaptação, servirá de instrumento para a espiritualidade.
Somos fragmentos vivos da energia que move todos os átomos.
Não somos dono da vida, somos usuários de uma energia que temos que devolver um dia. Onde quer que estejamos, seja lá qual o plano espiritual, estaremos produzindo, trabalhando. O grande objetivo é puramente a evolução. Dentre os inúmeros degraus evolutivos do universo, encontram-se inúmeras entidades em evolução. A evolução é algo que jamais para. Desde o início da vida, buscamos a evolução espiritual.
As linhas de trabalho de Umbanda, são as mesmas linhas de trabalho dos cultos afro em geral, pois reservamos a prática de devotar aos espíritos trazidos das plagas africanas ou seja, nos reservamos a utilizar a crença africana, seus Orixás e nomenclaturas.
É com povo negro que trabalhamos e firmamos compromissos de uma vida toda de devoção e prestação de serviços em prol da evolução através da caridade.
Logicamente quando morrermos nessa vida, surgiremos nas cidades espirituais da Aruanda ou Jurema e outras, simplesmente porque escolhemos em vida a atmosfera de trabalho que iremos compor.
Isso é respeitado, pois a espiritualidade é tão imensa...tão inimaginavelmente gigante que consegue comportar diferentes universos, todos repletos de seres em evolução.
Mas e Deus? Quem é Deus?
Um espírito perfeitíssimo, criador de tudo o que existe nos mundos espirituais e materiais. A origem daquela energia da qual somos feitos, que eu menciono no início do tópico.
Obrigado.
Axé
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O Amací
Na Umbanda, temos o Amací como sendo um líquido sagrado. Utilizado na consagração de objetos e para limpeza de um filho.
Os rituais de feitura do Amací são inúmeros, já que a Umbanda não é uma religião codificada. Existem Amacís específicos pra cura que podem ser tomados ,mas em geral, não se consome o Amací.
Feito na semana Santa, se macera as ervas em um ritual repleto de rezas, cânticos e fé. As ervas são folhas e plantas que curam e sua seiva é misturada com a bebida dos Orixás.
O Amací comprado nas casas de Umbanda são meras ilusões. Se você assistir uma feitura de Amací, certamente iria entender a força desse líquido sagrado.

Saravá Umbanda.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Oração do Pai Nosso em Yorubá
Bába uá Tinabé Olorum awô lolô orú korê
Ijô gbaridê tirô n'ká silayê
Binawón túm sim lí fun awá
Lôndi yojô a Lonim dári ese wá won to ese wá won Mafá wá sinurê
Ida'm gbô Xugbom Bakuro Lonim
Tum lá sim

Sonhos e seus significados
Primeiramente gostaria de cumprimentá-los.
Durante o sono, estudos comprovam que nossa atividade cerebral aumenta consideravelmente. Em momentos de profundo sono, temos o que chamamos de ''recreação de perispírito''.
Conhecidas técnicas da Gnose, como desdobramentos e meditações, demonstram a capacidade de nos deslocarmos para fora de nossa matéria. Ao mesmo tempo em que dormimos profundamente, nosso cérebro está trabalhando e o sistema nervoso autônomo produz clipes e histórias que se encontram imbuídos na mente.
Nesse momento de ''recreação'' intensa, ocorre a comunicação com o mundo de origem. Conhecimentos nos são passados durante a recreação por nossos guias, na maioria das vezes.
A espiritualidade possui canais que vinculam o ser encarnado com o mundo de origem.
Enquanto o espírito está fora, o cérebro está sonhando e justamente quando ele retorna, temos uma espécie de confusão, pois enquanto fora, o espírito aprendia ao mesmo tempo em que o cérebro sonhava e ao retornar, mistura-se sonho e realidade.
Por isso, jamais devemos interpretar os sonhos ao pé da letra. As lições e os ensinamentos que buscamos em nossa recreação espiritual, mais cedo ou mais trade vão acabar chegando até nós.
A recreação de perispírito é um canal bastante utilizado pela mediunidade, porém devemos ter cuidado com crenças absurdas em interpretações de sonhos.
É preciso desfolclorizar um pouco.
Axé e ótimos sonhos a todos.
Durante o sono, estudos comprovam que nossa atividade cerebral aumenta consideravelmente. Em momentos de profundo sono, temos o que chamamos de ''recreação de perispírito''.
Conhecidas técnicas da Gnose, como desdobramentos e meditações, demonstram a capacidade de nos deslocarmos para fora de nossa matéria. Ao mesmo tempo em que dormimos profundamente, nosso cérebro está trabalhando e o sistema nervoso autônomo produz clipes e histórias que se encontram imbuídos na mente.
Nesse momento de ''recreação'' intensa, ocorre a comunicação com o mundo de origem. Conhecimentos nos são passados durante a recreação por nossos guias, na maioria das vezes.
A espiritualidade possui canais que vinculam o ser encarnado com o mundo de origem.
Enquanto o espírito está fora, o cérebro está sonhando e justamente quando ele retorna, temos uma espécie de confusão, pois enquanto fora, o espírito aprendia ao mesmo tempo em que o cérebro sonhava e ao retornar, mistura-se sonho e realidade.
Por isso, jamais devemos interpretar os sonhos ao pé da letra. As lições e os ensinamentos que buscamos em nossa recreação espiritual, mais cedo ou mais trade vão acabar chegando até nós.
A recreação de perispírito é um canal bastante utilizado pela mediunidade, porém devemos ter cuidado com crenças absurdas em interpretações de sonhos.
É preciso desfolclorizar um pouco.
Axé e ótimos sonhos a todos.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Prece para abertura dos trabalhos
Ó Deus de amor e misericórdia, daí aos médiuns a compreensão perfeita da santidade da missão que lhes foi confiada, e da responsabilidade que lhes cabe no desempenho destas funções.
Deus, nosso Pai, permiti que sintamos fortemente a influência invisível e salutar dos nossos Anjos de Guarda, a fim de que possamos mais facilmente eliminar, dos nossos corações e dos nossos pensamentos, os sentimentos de ódio, de inveja, de orgulho, de vaidade, de egoísmo e de todas as outras imperfeições de que se acham imbuídos os nossos espíritos, a fim de que possamos subir até vós.
Bons espíritos, que pela misericórdia de Deus permaneceis junto a nós para o nosso consolo, dai-nos um grande amor pelas virtudes, inspirai-nos tudo o que é bom. Afastai de nós os espíritos trevosos e maleficientes, a fim de que possamos trilhar com maior desempenho, o caminho sinuoso e cheio de tropeços, que é a nossa vida terrena.
Virgem Mãe Santíssima, rogai a Deus por todos nós e pelos irmãos desencarnados, que ainda se acham na ignorância, nas trevas e no sofrimento.
Jesus, bom e amado Mestre, permiti que as falanges organizadas que trabalham na prática do Bem, possam nos dispensar bastante proteção para que nossos trabalhos sejam coroados de êxito na face da terra.
Bendito e Louvado seja Deus, o Divino Espírito Santo e nosso Senhor Jesus Cristo.
Salve São Miguel, (Res.: Salve !);
Salve São Gabriel, (Res.: Salve !);
Salve São Rafael, (Res.: Salve !);
Salve todas as falanges de Aruanda e da Umbanda, (Res.: Salve !);
Em nome de Deus Pai Todo Poderoso, de São Miguel Arcanjo e de nosso Anjo de Guarda, damos por abertos os trabalhos nessa casa, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Que assim seja.
Deus, nosso Pai, permiti que sintamos fortemente a influência invisível e salutar dos nossos Anjos de Guarda, a fim de que possamos mais facilmente eliminar, dos nossos corações e dos nossos pensamentos, os sentimentos de ódio, de inveja, de orgulho, de vaidade, de egoísmo e de todas as outras imperfeições de que se acham imbuídos os nossos espíritos, a fim de que possamos subir até vós.
Bons espíritos, que pela misericórdia de Deus permaneceis junto a nós para o nosso consolo, dai-nos um grande amor pelas virtudes, inspirai-nos tudo o que é bom. Afastai de nós os espíritos trevosos e maleficientes, a fim de que possamos trilhar com maior desempenho, o caminho sinuoso e cheio de tropeços, que é a nossa vida terrena.
Virgem Mãe Santíssima, rogai a Deus por todos nós e pelos irmãos desencarnados, que ainda se acham na ignorância, nas trevas e no sofrimento.
Jesus, bom e amado Mestre, permiti que as falanges organizadas que trabalham na prática do Bem, possam nos dispensar bastante proteção para que nossos trabalhos sejam coroados de êxito na face da terra.
Bendito e Louvado seja Deus, o Divino Espírito Santo e nosso Senhor Jesus Cristo.
Salve São Miguel, (Res.: Salve !);
Salve São Gabriel, (Res.: Salve !);
Salve São Rafael, (Res.: Salve !);
Salve todas as falanges de Aruanda e da Umbanda, (Res.: Salve !);
Em nome de Deus Pai Todo Poderoso, de São Miguel Arcanjo e de nosso Anjo de Guarda, damos por abertos os trabalhos nessa casa, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Que assim seja.
Juramento Umbandista
Ao abraçar a fé umbandista, eu juro solenemente perante Deus e os Orixás: Aplicar os meus dons de mediunidade somente para o bem da humanidade; Reconhecer como irmão de sangue, os meus irmãos de crença; Praticar com amor a caridade; Respeitar as leis de Deus e a do homem, lutando sempre pela causa da JUSTIÇA e da VERDADE; Não utilizar e nem permitir a utilização dos conhecimentos adquiridos num terreiro para prejudicar a quem quer que seja. Salve a Umbanda, Salve os Sagrados Orixás.
''Este é o Juramento da Umbanda. Após a iniciação ao sacerdócio, jura-se e cumpra-se.
Em Cabula, temos 3 obrigações (camarinhas) são elas:
Oborí 7-dias de roncó
Yaô 14-dias de roncó
Babá 21-dias de roncó
Costumam ser dias de intenso aprendizado e estado de limpeza ímpar. Refortalecendo a fé e aprendendo cada vez Amais. A consagração da coroa é a essência de um ritual e um precioso degrau na evolução do espírito.
Axé.
Apresentação
Florianópolis, 02 de Agosto de 2011.
Declaro aberto, a partir de agora, esse espaço criado para difundir a Umbanda de uma forma mais real, sem invenções nem folclores.
O misticismo e o desconhecido, atraem o ser humano desde os tempos remotos e isso nos torna sedentos por conhecimentos relacionados ao ''desconhecido''
A Umbanda me foi apresentada por minha avó materna e tem sido desde então, a base de minhas crenças e minha maneira de entender o universo.
Pude aprender, através da vidência, diretamente com meus guias, os quais mantenho contato quase diário há 30 anos. Me foi ensinado que, estamos nesse plano como verdadeiros instrumentos da Umbanda em prol da evolução do homem e da consagração das Leis do Santo.
Acredito que o desenvolvimento mediúnico, deve possuir estudos sobre mediunidade e seus mecanismos de ação, ''chakras'', pontos de entrada e saída de energia, ou como queiram chamar, rs
Ao longo do percurso, estarei anotando aqui, coisas relacionadas ao dia a dia no Santo. Dúvidas e questionamentos que quase sempre possuímos e não temos a quem recorrer.
Curiosidades, aconselhamentos, orientações e suporte espiritual a quem esteja precisando.
Você que está lendo, seja bem vindo a esse espaço, espero que você goste e se sinta a vontade.
axé
Declaro aberto, a partir de agora, esse espaço criado para difundir a Umbanda de uma forma mais real, sem invenções nem folclores.
O misticismo e o desconhecido, atraem o ser humano desde os tempos remotos e isso nos torna sedentos por conhecimentos relacionados ao ''desconhecido''
A Umbanda me foi apresentada por minha avó materna e tem sido desde então, a base de minhas crenças e minha maneira de entender o universo.
Pude aprender, através da vidência, diretamente com meus guias, os quais mantenho contato quase diário há 30 anos. Me foi ensinado que, estamos nesse plano como verdadeiros instrumentos da Umbanda em prol da evolução do homem e da consagração das Leis do Santo.
Acredito que o desenvolvimento mediúnico, deve possuir estudos sobre mediunidade e seus mecanismos de ação, ''chakras'', pontos de entrada e saída de energia, ou como queiram chamar, rs
Ao longo do percurso, estarei anotando aqui, coisas relacionadas ao dia a dia no Santo. Dúvidas e questionamentos que quase sempre possuímos e não temos a quem recorrer.
Curiosidades, aconselhamentos, orientações e suporte espiritual a quem esteja precisando.
Você que está lendo, seja bem vindo a esse espaço, espero que você goste e se sinta a vontade.
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