domingo, 4 de março de 2012

Banhos de Descarrego

Na Umbanda, utilizamos os banhos de descarga, banhos de proteção, como medida de limpeza.  Os efeitos se baseiam na positivação fluídica do indivíduo.
São inúmeros tipos de banhos, cada qual com sua finalidade exclusiva.  Ervas de limpeza, aromáticas e sal grosso, compõem o líquido energético do banho de limpeza.


Existem banhos específicos para iniciados, com as ervas próprias de seus Orixás e banhos gerais, de uso de qualquer pessoa.  Os resultados são:
* Aumento da disposição
* Sensação de leveza
* Ânimo.


As energias estáticas, fluídos negativos que pairam e pousam sobre nós, age como uma espécie de poeira, que entope nossos poros energéticos, gerando o mal-estar.  Os banhos de defesa e descarrego, visam polarizar positivamente todas as entradas e saídas energéticas do indivíduo, buscando o equilíbrio fluídico ideal.  Na Umbanda, as ervas possuem imenso poder de cura, principalmente se tratando de banhos e infusões.
Axé.

Fundamentos de Umbanda

Os fundamentos da umbanda variam conforme a vertente que a pratique.
Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados para todas as formas de umbanda. São eles:
A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Zambi. Algumas das entidades, quando incorporadas, podem nomeá-lo de outra forma, como por exemplo Tupã para caboclos, entre outros, mas são todos o mesmo Deus;
A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;
O culto aos orixás como manifestações divinas (alguns umbandistas cultuam a chamada umbanda branca ,esta no entanto não cultua os orixás, sendo unicamente voltada ao culto de caboclos, pretos velhos e crianças), em que cada orixá controla e se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência;
A manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "aparelhos", também chamdos de "cavalos";
O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifesta de diferentes formas;
Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro;
A crença na imortalidade da alma;
A crença na reencarnação e nas leis cármicas;

sexta-feira, 2 de março de 2012

Cambonos

A palavra “Cambono” é originária do termo: Kambondo; Kambono; Kambundu; que nada mais é do que um título consagrado aos homens que não entram em transe mediúnico, e são responsáveis por várias funções de alta confiabilidade nos Candomblés de Nação Congo Angola.



Portanto, esse termo já existia antes da anunciação da Umbanda e já era consagrado para definir um cargo auxiliar importante dentro dos culto-afros, sendo, posteriormente absorvido pelos umbandistas para definir os obreiros que auxiliam os Guias Espirituais nos trabalhos mediúnicos. Qualquer tipo de “cargo, atividade e/ou funções” dentro de um Terreiro umbandista tem como designativo o pré-nome: Cambono, seguido pela atividade que ocupa. Assim, evita-se qualquer tipo de soberbia, nariz empinado, comum, quando recebemos cargos de responsabilidade com nomes que denotam grandeza.


O Cambono possui tremenda responsabilidade de servir diretamente ao Orixá. É o responsável direto pelo bom andamento da Gira.
O Cambono é o braço direito da Umbanda.