Bem, esse é, sem dúvidas, um assunto bastante polêmico entre as religiões espíritas, principalmente entre os rituais afro-descendentes.
O sacrifício faz parte de uma das mais antigas práticas religiosas que se tem notícias sobre a história da humanidade.
Desde os primórdios, o homem oferece aos deuses, as mais diversas formas de sacrifícios. A idéia de sacrifício, liga-se diretamente ao ato de abdicar do bem maior, que é a vida. Sempre acreditou-se que nada possui mais valor do que a vida e é justamente por isso, a grandeza do sacrifício.
Animais e seres humanos eram oferecidos aos deuses em pedido de proteção e abundância. Acreditavam que os deuses iriam se satisfazer com um presente tão precioso como a vida.
No caso dos cultos africanos, acredita-se que os Orixás (Emanações de Olorum) possuam gostos por determinados tipos e espécies de animais, o que chamamos de ''criação do Santo''. Em Cabula, ofertamos ao Orixá, a menga (sangue) da criação correspondente com o Orixá. O sacrifício é somente de animais que servem para a alimentação humana e após retirada a menga, serve de comida a todos. Não existe um sacrifício desordenado e sem propósito. Existe uma consagração da energia vital, seguido da preparação para se tornar alimento e matar a fome. Pra que mais serve os galináceos, além de botar ovos e ir pra panela?
O fato é, que além da criação do santo, existe também a erva do santo. Assim como cada Orixá possui seu animal correspondente, possui também uma espécie de erva correspondente.
Uns dizem que a erva seria a ''evolução'' do ritual. Outros apoiam o fato de que, abstendo-se da menga, tradição secular, estaríamos perdendo nossa identidade e desmanchando o ritual uma vez que a essência fora mudada. Ao meu ver, são caminhos distintos que visam chegar ao mesmo ponto em comum, a evolução.
Não existe necessidade de discussões sobre a melhor eficácia, pois Oxalá abençoa a todos aqueles que fazem de coração e o Santo segue pelo mesmo princípio.
Exú, por exemplo: Uns servem menga, outros ervas e em algumas regiões mais afastadas da África, servem caramujos africanos e ele adora.
Moral da história: O sacrifício positivo e cheio de axé, é aquele em que você oferece algo que realmente acredita ter valor.
O Amací, por exemplo, é o líquido sagrado. Composto de ervas medicinais e bebidas dos Orixás, possui grande poder de limpeza, além de outras características fantásticas.
A seiva da erva é o líquido vital que nutre a planta e a menga é o líquido vital que nutre os animais. Ambos representam a vida e ambos possuem correspondência direta com os Orixás.
Na minha opinião, o que realmente destrói um ritual é o comportamento inadequado e promíscuo de alguns zeladores, que se utilizam da fé alheia em prol de sanar necessidades fúteis. O que destrói uma religião, é a conduta desregrada em nome do ego e a total falta de comprometimento com valores básicos como o respeito ao ser humano e sua fé.
Não devemos julgar. Se o Orixá parece aprovar, porque (nós) lutaremos contra? Quem somos nós??
A Umbanda, na verdade não trabalha com o sacrifícios e não possui camarinhas, saídas, coroações e Etc... Essa herança é dos cultos de Nação com os quais são cruzados a maioria dos rituais de Umbanda, como Cabula e Almas e Angola.
Se um ritual utiliza menga ou erva, o que interessa são os resultados dessa prática. Os médiuns estão bem, a casa está boa...O Orixá abençõa. Tanto faz o tipo de seiva sagrada.
Axé.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Entregas, oferendas e despachos
Nós umbandistas, ofertamos ao Orixá em agradecimento a alguma graça alcançada.
A Oferenda aos deuses é uma prática do ser humano antiga, talvez a mais antiga das práticas religiosas.
Em Cabula, nos é ensinado que a prática de ofertar ao Santo, nada tem a ver com denegrir ou sujar a natureza.
Não apoiamos a idéia de ''arriar'' obrigações nas matas, cachoeiras, encruzilhadas e cemitérios. Por isso que a Umbanda é mal vista. Por causa de meia dúzia de ''porcos'' que levam o lixo e deixam a vista de todos que passam, como um cartão postal que mostra que umbandista é tudo porco e vândalo.
Aqui em Florianópolis - SC a FATMA e o IBAMA já interditaram algumas cachoeiras conhecidas por todos, pelo motivo do vandalismo de alguns terreiros que pregam a porquindade em nome da Umbanda.
Exú come na Canjira! Não adianta levar na rua, na encruzilhada e sujar a passagem das pessoas, criando ódio e intolerância. Todo terreiro possui ''assentamentos'' e ''plantações'' que consagram o chão para que o Orixá aceite o local e receba suas oferendas.
Respeite o reino dos Orixás. Ao passar por uma cachoeira, cumprimente mentalmente o reino da Oxum. Ao passar por uma encruzilhada ou portão de cemitério, peça a proteção do povo de rua e da kalunga, que proteja seus caminhos. Mas não suje! Não esfregue sua oferenda na cara das pessoas que não comungam da mesma fé. Isso aumenta a intolerância de quem não conhece a Umbanda e denigre uma religião tão linda, tão cheia de amor e fundamentos.
Você não faz parte de um terreiro? Procure um que você confie para arriar suas obrigações anuais, mas abstenha-se de poluir em nome do Santo. Você está alimentando eguns e Quiumbas e acha que está fazendo a coisa certa. Procure uma casa séria que possa receber suas obrigações, sem poluir a natureza e as ruas.
Axé.
A Oferenda aos deuses é uma prática do ser humano antiga, talvez a mais antiga das práticas religiosas.
Em Cabula, nos é ensinado que a prática de ofertar ao Santo, nada tem a ver com denegrir ou sujar a natureza.
Não apoiamos a idéia de ''arriar'' obrigações nas matas, cachoeiras, encruzilhadas e cemitérios. Por isso que a Umbanda é mal vista. Por causa de meia dúzia de ''porcos'' que levam o lixo e deixam a vista de todos que passam, como um cartão postal que mostra que umbandista é tudo porco e vândalo.
Aqui em Florianópolis - SC a FATMA e o IBAMA já interditaram algumas cachoeiras conhecidas por todos, pelo motivo do vandalismo de alguns terreiros que pregam a porquindade em nome da Umbanda.
Exú come na Canjira! Não adianta levar na rua, na encruzilhada e sujar a passagem das pessoas, criando ódio e intolerância. Todo terreiro possui ''assentamentos'' e ''plantações'' que consagram o chão para que o Orixá aceite o local e receba suas oferendas.
Respeite o reino dos Orixás. Ao passar por uma cachoeira, cumprimente mentalmente o reino da Oxum. Ao passar por uma encruzilhada ou portão de cemitério, peça a proteção do povo de rua e da kalunga, que proteja seus caminhos. Mas não suje! Não esfregue sua oferenda na cara das pessoas que não comungam da mesma fé. Isso aumenta a intolerância de quem não conhece a Umbanda e denigre uma religião tão linda, tão cheia de amor e fundamentos.
Você não faz parte de um terreiro? Procure um que você confie para arriar suas obrigações anuais, mas abstenha-se de poluir em nome do Santo. Você está alimentando eguns e Quiumbas e acha que está fazendo a coisa certa. Procure uma casa séria que possa receber suas obrigações, sem poluir a natureza e as ruas.
Axé.
Incorporação
Nas crenças religiosas que pregam a comunicação com o mundo de origem (mundo espiritual), a prática da incorporação se faz presente.
Incorporar é dar corpo a uma entidade. Existem entidades que incorporam em médiuns e médiuns que incorporam entidades, você consegue ver a diferença entre os dois casos? É necessário que saibamos exatamente o que ocorre no momento do transe. Os chacras de entrada, principalmente o Chacra explênico, localizado no alto da cabeça, é o responsável pela capacidade de incorporar. Existem diversos níveis e modos de incorporação. Na Umbanda, a incorporação é menos sensível, espasmáticas e violentas uma vez comparadas ao transe kardecista. Cada vertente com suas características visuais. A roupagem fluídica da entidade e tudo aquilo que ela representa no contexto vibracional em que se encontra. A eficiência dos trabalhos está totalmente relacionada com a capacidade de concentração do médium.
O sub-inconsciente não para de trabalhar nem um segundo e a entidade sussurra através do canal intuitivo. Cabe ao médium conseguir escutar o sussurro em meio ao temporal de gritos, ou seja, desligar-se dos seus próprios pensamentos em prol de captar a verdadeira mensagem e transmiti-la.
Qual a receita? Costumo dizer que o tempo e a vivência são as melhores ferramentas para se chegar ao entendimento maior. O relacionamento com a entidade é algo que precisa tempo. Você trabalha melhor com o guia que vc incorpora ha mais tempo.
''Fazei com que sentimos fortemente as influências invisíveis e salutares dos nossos anjos da guarda''
Devemos mentalizar para que possamos sentir cada vez mais essa influência tão sutil.
No início, o médium deve se manter calado. Conhecendo seu guia e a roupagem fluídica que ele carrega consigo. Com o passar dos tempos, surge as vontades, os gostos e a preferência do guia e isso tende se aprofundar com o passar dos anos.
Eu entendo que a grande maioria dos terreiros de Umbanda não possuem ensinamentos sobre a mediunidade e seus mecanismos de ação, mas cabe ao médium interessado buscar as informações em prol de entender aquilo que se passa durante o transe.
Axé.
Incorporar é dar corpo a uma entidade. Existem entidades que incorporam em médiuns e médiuns que incorporam entidades, você consegue ver a diferença entre os dois casos? É necessário que saibamos exatamente o que ocorre no momento do transe. Os chacras de entrada, principalmente o Chacra explênico, localizado no alto da cabeça, é o responsável pela capacidade de incorporar. Existem diversos níveis e modos de incorporação. Na Umbanda, a incorporação é menos sensível, espasmáticas e violentas uma vez comparadas ao transe kardecista. Cada vertente com suas características visuais. A roupagem fluídica da entidade e tudo aquilo que ela representa no contexto vibracional em que se encontra. A eficiência dos trabalhos está totalmente relacionada com a capacidade de concentração do médium.
O sub-inconsciente não para de trabalhar nem um segundo e a entidade sussurra através do canal intuitivo. Cabe ao médium conseguir escutar o sussurro em meio ao temporal de gritos, ou seja, desligar-se dos seus próprios pensamentos em prol de captar a verdadeira mensagem e transmiti-la.
Qual a receita? Costumo dizer que o tempo e a vivência são as melhores ferramentas para se chegar ao entendimento maior. O relacionamento com a entidade é algo que precisa tempo. Você trabalha melhor com o guia que vc incorpora ha mais tempo.
''Fazei com que sentimos fortemente as influências invisíveis e salutares dos nossos anjos da guarda''
Devemos mentalizar para que possamos sentir cada vez mais essa influência tão sutil.
No início, o médium deve se manter calado. Conhecendo seu guia e a roupagem fluídica que ele carrega consigo. Com o passar dos tempos, surge as vontades, os gostos e a preferência do guia e isso tende se aprofundar com o passar dos anos.
Eu entendo que a grande maioria dos terreiros de Umbanda não possuem ensinamentos sobre a mediunidade e seus mecanismos de ação, mas cabe ao médium interessado buscar as informações em prol de entender aquilo que se passa durante o transe.
Axé.
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